Macaquinhos de imitação

07 setembro 2009

Depois de uma semana rocambolesca laranja, que se seguiu à não menos rocambolesca rosa, à volta das listas de deputados para a AR, Marcelo Rebelo de Sousa vem arrasar as listas do PSD, apodando-as de «ferreiristas sem a abertura interna de Sá Carneiro, Cavaco ou Barroso, nem suficiente abertura ao centro e aos jovens».

Manuel Alegre considera ser um “renovar na continuidade”, por parte do PS.

Até nisto os dois partidos que se têm reivindicado, nestes 35 anos, do arco do poder e que tem impresso o seu ADN nos eixos da situação portuguesa, o que têm feito, um ao outro, é uma marcação de tal forma em cima, que têm vindo a limitar-se passo a passo, ponto a ponto, como se fossem duas sombras, do mesmo jogo de espelhos.

O PSD proibiu as duplas candidaturas. O PS que na sua tradição, nunca foi contra as duplas,... proibiu-as também.
– A tentação de imitação do PS e PSD como sendo os dois lados da mesma moeda, de um regime que precisa de ser reformado e reformulado, dão inteira razão aos movimentos cívicos de independentes que se vão estendendo por este país fora.

Por este andar os partidos, interrogar-se-ão: para que servimos???...

Coelho dos santos